façam uma reflexão sobre esse video
Tive a idéia de criar este blog a partir de um determinado momento de minha vida, em agosto de 2012, quando, á noite, me vinham idéias sobre o que se passou durante o meu dia, dentro de casa, na rua, observando os fatos divulgados na mídia.Foi uma vontade indômita. Não sei,exatamente, por que motivos fui levado a essa atitude Naturalmente usei a criatividade para realizar esse projeto. Não sei se agradarei a todos...
quarta-feira, 28 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
O REALISTA E O POETA 17 05 2014
Antenor e Aspásio eram amigos desde infância.
Praticamente se criaram juntos.
Nasceram na mesma rua, jogaram bola de gude e de meia juntos.
Eram muito amigos.
Criaram um código de honra no sentido de que a namorada de um jamais
poderia ser cortejada pelo
outro e assim a coisa foi bem
entre os dois por longo período , até quando tinham 30 anos
de
idade.
Em algum aspecto, todavia, tinham que ser diferentes.
Antenor era um cara centrado, estudioso, fez faculdade de direito com D
maiúsculo e se tornou um
bom profissional, digno de
respeito, ao passo que Aspásio vivia as custas
do pai.
Gostava de musica e por viver
lendo revistas em quadrinhos queria ser poeta.
O pai do Aspásio não gostava
nada dessa ideia maluca.
Como alternativa, diante dos reclamos do pai pensou Aspásio em estudar piano.
O pai ficou mais furioso ainda e
argumentava que tocar piano era coisa de maricas.
Aspásio, entretanto, insistiu em
ser musico e comprou, como sempre fazia as custas do pai, um
violão.
O pai enrubescia e vociferava cada vez mais decepcionado com ele.
Dizia que tocar violão era coisa de vagabundo.
Resumindo, Aspásio era um sonhador e, como tal enveredou pelas veredas
da poesia.
O pai de Aspásio cada vez mais triste enquanto o pai do advogado
cada vez mais orgulhoso.
Essa situação não interferia na amizade dos dois, porquanto o código de honra ,citado no início
da
história, nunca foi quebrado.
De quando em vez Antenor dava
uma “ espetadinha” no amigo pedindo para ele criar juízo, que
poesia não dá futuro a ninguém .
Esses papos que um poeta não gosta de ouvir a não ser para criar uma situação
que lhe desse
motivo para escrever.
Certa ocasião em um fim de semana, ambos, coincidentemente, haviam brigado com as namoradas
e resolveram dar uma volta na
orla da praia que ficava a dois quarteirões de onde moravam para
espairecer um
pouco e esfriar as respectivas cabeças.
Ambrósio, como sempre fazia, levava um lápis e um caderninho a tiracolo
e seu inseparável violão.
Naquela época ainda não havia
Android(essas maquininhas de fazer doido) e dizia ele ao amigo
que agia assim para , caso pintasse alguma ideia, escrever, como
sempre fazia, algum poema.
O amigo não gostava dessa ideia mas não
contrariou o amigo.
E caminharam.........
Mais adiante se sentaram em um
banco na praia
“Fitando o horizonte
Em tarde de outono
Meio fria meio quente “
Anbrósio falou.
Eis que ambos veem um barco de pesca e um pescador em pé no barco
pedindo socorro.
O barco balançava muito e o pescador caiu no mar
Antenor se levantou rápido e cutucou o amigo:
Está vendo!
O cara está se afogando, o mar esta um pouco agitado.
Corre , vamos procurar ajuda para salva o cara..
O salva-vidas, Corpo de Bombeiros, sei lá, alguém que nade
Ambrósio não perde tempo e rtesponde:
“Eu não nado
Nada.”
E sem se abalar continua
escrevendo.
Antenor insiste:
Vai te catar, larga esse papel inútil e esse lápis , vamos salvar o
homem....
Ambrósio escrevia , escrevia, alheio a tudo o que se passava.
Antenor por fim diz:
O que tanto escreve ?
Um poema.
Uma hora dessas....
Pega o papel da mão do amigo e lê:
“É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar.”
Antenor fica irado e aponta o dedo para o amigo e reclama dizendo..
És maluco mesmo não vez que o
cara está se afogando..
A água do mar não é doce é salgada paca..
E o mar não é azul, é branco...
Vocês, poetas veem o mundo cor de rosa com bolinhas amarelas (ou
azul com bolinhas cor de rosa).
E dizendo isso retirou-se furioso.
Finalizando a estória:
O homem foi salvo e eles
nem viram.
Antenor foi-se e Ambrósio continuou escrevendo..
Falando entredentes porque a sua camisa não tinha botões:
“Esse meu amigo é muito realista
Não ve as coisas boas que o mundo
Põe a nossa vista
Muito pessimista
Vê coisas ruins em tudo”
Depois desse incidente fala-se que nunca mais viram os dois amigos
juntos.
.
sábado, 17 de maio de 2014
MINHAS PALMILHAS 17 05 2014
Eu tenho duas amigas inseparáveis.
São as minhas palmilhas.
Ficam dentro de meu tênis.
Lá estão seguras.
Elas me acompanham sempre que saio.
O tênis já está bem velhinho mas não abro mão dele, pelo menos por enquanto.
Ele me é confortável.
Resistiu um pouco minha companhia, no início, quando era novo mas logo
se acomodou.
Minha mulher não sabe que tenho essas duas amigas.
Também não está nem aí para quem me acompanha quando saio.
Quando estou em casa meu tênis , acompanhado das duas palmilhas, ficam
embaixo da minha cama.
Não ficam no armário.
Tenho receio de que as
palmilhas se sintam desconfortáveis e
com falta de ar.
Um dia o tênis será jogado fora, quando eu não precisar mais deles.
Minha mulher notará quando deles se desfizer que por dentro está molhado.
As palmilhas então serão notadas por alguém.
Minha mulher, entretanto,
nunca perceberá que elas estão com saudades
de nossos passeios.
Ela se perguntará:
Será que o falecido andou com esse tênis na chuva??
Mas não choveu esses dias!!!!!
domingo, 11 de maio de 2014
SAUDADES 11 05 2014
Já joguei bola de gude
Na calçada..
Nenhum transeunte
ligava..
Peguei carona de bonde
E nunca cai do estribo
Andava não sei por onde
De bicicleta sem tranca
Bons tempos de antes
Bem diferentes de agora
A.... que saudades
dos tempos de outrora
Dói saber que não tem
volta
Ah que saudades que
tenho
Daqueles tempos
de antes..
Sem bala perdida
Com luz no horizonte
E esperança de vida...
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