quinta-feira, 28 de julho de 2016

O ÓBVIO 28 07 2016

         
Cheguei, vivi e seguirei.
Sem saber quem foi o Rei.
Encaro a morte como libertação.
A vida como preparação.
Orgulho-me de ter nascido e  ter participado de mais um elo
da cadeia alimentar.
Tudo é branco.
O restante das cores são, apenas, ilusão de ótica.
A vida é um rosário de esperança.
A morte  um  rosário sem contas.


terça-feira, 12 de julho de 2016

A INCOMPETÊNCIA 12 07 2016

                    
Construíram um edifício de mil andares
Durante anos de trabalhos a preço exacerbado
Detalhadamente projetado
Pra durar outros   mil anos
Por erro de projeto mal calculado
Por incauto engenheiros  despreparados.
Os alicerces feitos com material precário.
Não suportaram o peso do edifício
Agora rui por inteiro o prédio todo.
Buscam-se os responsáveis
Um tanto fora de hora
Não resta pedra sobre pedra
Somente pó e desolação
Muitas vidas perdidas na devastação
Um monte de mortalha de escombros
Por erro de construção
Ah ..a leviandade humana!
Começar de novo.......
Como? Se o proprietário faliu.
Levando com ele toda a esperança
E todas as dívidas da aliança.
Negócios escusos....
Muitos abusos....
No terreno só restam escombros
Vale ainda elevar nova construção.
Dizem os donos da matéria
Pela ordem, Presidente..
E nova leva de dinheiro será arrecadado
Para construir o desconstruído.






terça-feira, 5 de julho de 2016

DOMINGO 06 07 2016

                    
Hoje  está   um dia nublado e friorento.
Tomo meu café , abro meus e mails e me deparo com a postagem de um
amigo meio louco meio poeta   nos termos  que abaixo  transcrevo.

“Dia deprimente.
Chuva incandescente.
Calor inexistente.
Que não me deixa contente.
Dia deprimente.
Que me lembra o ausente.
Sinto frio em meus pés.
Perto  do revés.
Quando o sol está ausente.
Penso no enorme contingente.
De pessoas nas calçadas.
Esquecidas, ao relento
Dormindo o sono do cansaço.
Sujeitas a chuva    e vento.
Indigentes.
Enrolados em velhos trapos
Humanos farrapos.
Esquecidos, vivos mais sem vida.
Frio deprimente.
Amor de todo ausente.
Amanhã poderá ter sol
Não pra todos.
Enfim.
Esperança sempre há.
Mais não será pra já”


Petrovisky  Pizola Atok