Hoje foi um
dia cansativo em meu escritório e não via a hora de encerrar meus trabalhos e
voltar para casa.
Finalmente
às 19 horas encerrei minhas atividades, fechei minha mesa de trabalho e fui
para casa.
Cheguei a
casa 23 horas porque o transito estava péssimo.
Abri a porta,
passei pela sala aonde encontrei minha mulher sentada no sofá, como sempre, de
olhos fixos na novela e cumprimentei-a:
Olá, meu amor.?
Ela
respondeu, sem virar o rosto.
Oi!
Em seguida dirigi
me ao quarto do Andrezinho, meu filho de 27 anos que não trabalha e vive
jogando no computador ou naquele WhatsApp o dia todo e cumprimentei-o também.
Ele, da
mesma forma respondeu:
Oi!
Cruzei o
corredor e entrei no meu quarto, tirei a roupa do trabalho e fui ao chuveiro
tomar um banho.
Em seguida
fui para a cozinha passei pela a sala e minha mulher, ainda com os olhos fitos
na novela falou:
“Tem sopa no
fogão, é só esquentar”.
Respondi:
Tá.
Tomei aquela
sopa requentada, passei de novo pela sala e minha mulher continuava sem notar
minha presença, que nem uma múmia paralítica vendo, agora, outra novela....
Chegando ao
quarto li um capítulo de um romance de Eça de Queiroz e deitei.
Já estava
dormindo há duas horas e ouço um estrondo na porta
do quarto,
acendo a luz e minha mulher , com os braços nas cadeiras, dela, é claro, falou:
“Já estás
dormindo?
Só sabe
fazer isso mesmo.
Andrezinho
disse que você mal falou com ele.
Você é um
chato mesmo”.
Respondi:
“Tá”.
Por entre as
cobertas, entretanto, falei com os botões do meu pijama.
Porque não
casei com aquela escurinha, minha vizinha, que era apaixonada por mim?
Em vez disso
escolhi uma mulher branca, megera indomada e tive um filho indolente e
preguiçoso....