As almas dos barões desalmados
Em frente a Basílica da fama.
Retratam os desvios consagrados.
Pela hóstia do padre cura sem lisura.
Enlouquecidos pelo poder e a trama.
Que os envolve em extenso lamaçal.
De vergonha e descalabro.
Exalam de suas fétidas entranhas.
Sombras de seres mutilados.
Pela mentira e volúpia insana.
Vestidos à caráter sem tê-lo,
na verdade.
Desfraldam bandeiras das conquistas.
Das falácias enganosas e atrevidas.
Destroem um gigante sem piedade.
Após desfazerem toda a humanidade.
Se valendo da publicidade.
Seguem o ritual de sua crença.
Cheirando o cheiro da inocência.
De terno e gravata sob aplausos.
No domingo para a santa missa.
Receber a hóstia da
inocência.
Julgando procedente.
O perdão papal.
Mal sabem eles
Que podem enganar a todos
Menos a um Deus Maior.