domingo, 12 de janeiro de 2014

LEMBRANÇAS

Completaram-se dois anos em 10/01/2014 do falecimento de minha irmãzinha que nos deixou para trás após longo sofrimento.
Sinto saudades dela em alguns momentos.
É fato que quando perdemos um   parente querido ou amigo sentimos muitas saudades e o tempo se encarrega de colocar saudades em um pequeno compartimento  instalado em nosso cérebro e, de vez em quando ,a portinhola se abre.
De tempos em tempos  vem-nos  as lembranças.
Nossos pais tiveram dois filhos eu e minha irmã, Eunice.
Meu pai era tão coruja que batizou seu estabelecimento comercial com o nome dela   SALÃO EUNICE.
Eu e minha irmã não nos dávamos muito bem.
Filhos de mesmo pais com temperamento completamente  diferentes .
Entretanto  passamos bons momentos juntos em nossa infância e adolescência.
Na década de 50, no século passado, diga-se, era comum nos divertirmos em bailes nas domingueiras em nosso clube do bairro.
Estudávamos durante a semana e quando chegava  sábado ficávamos ansiosos aguardando o domingo para irmos as domingueiras  namoricar ..
ela com os jovens e eu com as moçoilas.
Meu pai ia conosco somente para vigiar minha irmã.
Cultura antiga mas pertinente para a época.
Naquele tempo não se podia nem FICAR, quanto mais pegar na mão de namorados.
A dança era a oportunidade de um contato de pele com os parceiros, além do que dançar era e continua sendo muito agradável e divertido.
Afinal de contas nossos pais se conheceram frequentando bailes em domingueiras ,  casaram , passaram por dificuldades  mas não esmoreceram
Meu pai vivia de seu trabalho honesto.
Minha mãe era do lar.
Deram tudo de si para nos criar com bons exemplos de rigidez e caráter .
Lembranças, lembranças
Meninas de tranças
Girando nas danças
Felizes crianças
Nos vem à cabeça
Sem que se peça
Tempos de paz
Que não voltam jamais
A propósito....
Certo dia vinha com minha filha caminhando pela rua  de meu bairro quando ela me chamou a atenção..
--Veja pai..
--Aquele senhor do outro lado da rua..
Sim, respondi.
Parece meu avô..
Olhei para o lado e vi que  o homem realmente  se  parecia  muito com meu pai.
E  nos entreolhamos esboçando  um leve sorriso.

É   isso..

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