No teatro da ilusão
Entre discursos divergentes
Desfilam um por um
Perguntantes insistentes
Embates agressivos
Mesclados com elogios
Enquanto rola a lama
Entre as vielas da fama
Sente-se o cheiro ardente
Fétido da trama
Sentada à beira do abismo
Assiste a plateia estática
Um desfile de palavras
Num discurso cansativo
Que tenta enganar
A todos os assistentes
Confundir a plateia
Um enredo decadente
Tendo por desiderato
O poder a tudo custo
Cães famintos se alimentam
De sobras de carnes fétidas
Que restaram, agora, da mortalha
Além do horizonte, enfim
Não há mais nada a dizer
Fecha a cortina, afinal
Após um triste espetáculo
O público insatisfeito
Ataca a bilheteria
Pedindo a devolução
Do preço de alto custo
Vítimas desalentadas
Foram-se as ilusões
Entre mentiras e mitos
Sombras densas permanecem
E os autores enriquecem
Devolução da entrada?
Nem pensar .
Assaltaram a bilheteria
Enquanto se dava a tragédia
Em mil atos de ira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário