Está
chegando o mês de maio
Mês
das flores
Minhas
rosas ainda estarão por lá?
Na
quinta da minha esperança?
......................
Na
lembrança
Do
passado pueril
Ou
um simples broto ainda...
Com
suas raízes encravadas na terra
Com
absoluta neutralidade
E
naturalidade.
Terão
possibilidade de nascer?
Não
sei se conseguirão aflorar
Para
enfeitar minha vida
Ainda
este ano..
Como
em todas as outras estações
Dos
anos em que não passei
Na
solidão absoluta da vida.
Diante
dessa expectativa
Fico
preocupado se elas irão ter a mim
Talvez
elas se recusem a crescer
Nesse
ambiente nefasto
Injusto
Pelo
que está passando o mundo agora
Sem
esperança.
Com
toda essa matança
De
todas as coisas
E
todas as crenças
Repleto
de desavenças
E
divergências
Se
vier um temporal
Muito
forte
Pelo
lado do Norte
Por
castigo de Deus
Minha
quinta não suportará
E
o lamaçal
Levará
minhas rosas
Para
as profundezas do nada
E
ficarei só
Perdido
no universo Infame
Da
sedução frustrada
Diluído
em frangalhos
Só
restará a saudade
Para
me aquecer
Ou
me esquecer
Mas
por que me preocupar?
Se
isso acontecer
Ali,
bem em frente à minha casa
Existe
uma loja chamada ‘Loja do Céu’
Onde
o cardápio é variado
Tem
de tudo.
Desde
de santo barroco
Até
pedras de sal
Do
mar de Moisés
Corbelha
de flores
Etecetera
e tal.
Compro
um lote de rosas
Coloco
na jarra
Da
mesa da sala de estar
E
ponto final.
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