sábado, 24 de março de 2018

ESTORIAS CURTISSIMAS 24 03 2018





ATO 1

Poeminha barato
cuspido no prato
uma mosca , que pena
coitadinha, serena.

ATO 2 
   
O cloreto de sódio
Faz mal á saúde 
Nunca o coloco na mesa
Detesto ataúde.
Quero viver mais 100 anos
Disso tenho certeza
Se vida longa é sem graça
Ergo uma taça
E faço uma graça.

ATO 3

Abro a janela
De frente pra dela
Oh... sedução..
Bate coração..
Mas ela não a abre
Nem pela fresta
Será que ela acha
Que verá o que  presta?
Quem sou eu, afinal?
Um bicho papão?
Um enamorado?
 Em grande aflição?
Ou um desastrado.
Embriagado.
De copo na mão?

ATO 4

O que faço da vida?
Vivo bem ou com ódio?
De quem inventa palavras
Maluquices, bobeiras..
Goteiras, asneiras..
Quanto mais se vive
Acumulamos gorduras
Saturadas, suporadas
E cuspimos o que sobra
No fim dessa obra
Inacabada construção
Hora da implosão
nada fica de pé
Só  a nossa ilusão..



ATO 5 

Se eu não tenho 
Mereço um sermão
Que me seja imposta
Uma grande oração
De legível  tradução..

ATO 6

O  que vejo da minha janela agora?
Olhando para o horizonte azul
Ovelhas voadoras..
Negros,  ambulantes..
ou simples traficantes
Procurando presas..
Passarada errante?
Não,   minha gente..
Sao gaivotas   que habitam
As ilhas Cagarras
Ilha no Rio de Janeiro...
Voam, em dias  de sol
em bailados ...
Sincronizados.
Como a natureza dita.
Olhando para baixo
O transito engarrafado
Dia de futebol.






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