A vida vai passando
Célere, até quando?
Eu me lembro muito bem
Chás dançantes ,esfregaços
Das namoradas
e amantes
Sangue ardente
de paixão desenfreada
Mais à frente há quase nada
No passado há de tudo
Uma vida bem lembrada
Renasce a cada dia
As gavetinhas se abrem
Esvoaçam pelo quarto...
No sótão das lembranças
Agarro as que posso
Bolas de gude voam no quarto
Hinos na escola
As belas garotas de saias
plissadas
De saltos baixos
Olhares lascivos
Usando do charme
Com interesses ocultos
Pelas tradições inibidas
Missa aos domingos
Sem reza
Pecado mortal?
Sonhos e beijos
Abraços no parque
Longe dos olhares curiosos
da irmandade..
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