quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O LEÃO 02 11 2019


             
O leão  acorda e       contempla

a savana   africana

Entre todas as feras o safardana

Não faz nada além de cobrir a fêmea

Com beijos, abraços e cópulas frequentes

A leoa acorda e segue em frente...

A procurar de  alimento   para a cria enquanto     

do rei do    oriente

Olha a paisagem com sua figura imponente.

Seu porte é   majestoso   mas    serve 

para procriar  e  usar    sua fêmea. 

Não faz mais nada a ilustre figura de 

ser nefasto  e negligente

Só aguarda a presa que trará a fêmea após intensa 

luta e  muito 

empenho.

Sua cria aguarda      esfomeada e       o leão 

continua        sonolento

Se contentando com   um  vento     fresco e   

desfile  das       manadas

embaixo de uma `arvore frondosa que, 

 por    acaso, se encontra no ambiente.

Quão estranha a vida nessa terra

Quão escura e triste a madrugada

E a ventania   vem de  onde?  

não se sabe

Inundando a terra com sua força endiabrada.

Eu queria ter  vida  assim tão calma.  

Ficar em casa e   minha esposa sorridente 

saísse todos os  dias      pro  trabalho, a     

trazer o seu      salário,           mui suado e 

eu com  meus filhos em casa, sem trabalho,    

aguardando sorridentes o desfecho do dia 

calmo e casto e   após grande     regalo 

posta a mesa o   alimento é servido.    

Tudo em ordem.          

Primeiro     eu

Depois os     filhos  

degustarão  o  que sobrar .

Carne suculenta e vinho de primeira como 

prêmio pela minha competência.

E a noitinha ela ainda teria trabalho.      

Servir-me na cama    com seu corpo 

em frangalhos.           

Oferecer-me  sexo   seguro e com      orgulho 

satisfaze    r minha vida improdutiva  e sem sentido  . 

Mas  não sou um leão

Então,  fora de cogitação.

Voltemos, então,  ao leão  objeto da reflexão  em lide.

O LEÃO :

“Eu tenho utilidade, sim, sirvo aos poetas e escultores 

postando-me em  fotos        

Sou o imponente rei do  Universo,   poderoso      e     

másculo. Que me importa?  

Aproveito-me     da        humanidade,  sim. 

Que fazer? Se não       entendo   como ela 

funciona  assim???   Cheia de 

insetos rotos e moribundos fazendo parte da   

composição    poética e 

patética

de uma aquarela tosca e mal pintada onde 

os       ricos e poderosos    rezam a ladainha    

todos os dias rogando  a  Deus  que no final 

de suas    vidas    tenham      um céu aberto,    

coberto e fartura,   em  que pese terem      

passado     a      vida    repleta  de        

desvios de         conduta inimagináveis e 

terem sido   vitimas  do  SISTEMA.   





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