quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A RESTAURAÇÃO 07 01 2016


 PRIMEIRO ATO


O poeta é maneta.

Só tem a direita.

E ainda toca corneta.

No quartel da ilusão.


Uma vez convidado.

Para evento marcado.

Em sua homenagem.

Adentra o salão.

Onde uma multidão.

O aguarda de pé.

Recebendo-o com pompa.

E satisfação.


Eis que,  de  repente.

Um apressado garçom.

Desastrado que era.

Derruba o poeta.

Que se estatela no chão.

O poeta então.

Cai de mau jeito.

Quebrando a outra mão.

A única que tem.

O poeta geme de dor.

Socorrido de pronto.

É  levado pra cura.

No hospital da cidade.
          

SEGUNDO ATO


Dois dias se passam.

E o poeta já em casa.

Recuperado mas triste.

Causa aflição.

A parentada geral.

Que procura solução.

Para que o poeta.

Continue   a profissão.

Que ama demais.

É  tudo o que faz!



Um irmão sugere.

A contratação.

De um especialista.

Ou mesmo   um alquimista.

Para ajuda-lo.

Em suas escritas.

E contratam um escriba.


Acreditam que com essa medida.

O  poeta não se sentirá.

Privado da escrita.

Poeta frustrado.

Sem seu ganha pão.

É poeta abatido.

Fica em solidão.

Não quer o poeta.

Se entregar ao vício.

privar-se do oficio.

       

FINAL


Dois anos se passam.

 São lançados 10 livros.

Do poeta em questão.

Obras robustas.

Grande aceitação.

Graças    à ideia do irmão.

Poeta   salvo.

É poeta vivo.

Restaurado e presente.

sábado, 26 de dezembro de 2015

LÁPIDES 26 12 2015


DE UM MAFIOSO
“Aqui jazz
O homem que sabia demais”.
DE UM ATEU
“Aqui jazz
Quem engasgou com o pão nosso de cada dia”
DE UM OBSTETRA
“Parto sem dor “
DE UMA PROFESSORINHA
“Não conseguiram me salvar”
DE UM ALCOOLATRA
“Parto porque exagerei na dose”
DE UM POETA
“Parto para o céu azul”
DE UM ARQUITETO FAMOSO
“Parto sem saber se fizeram minha lapide
quadrada”, como pedi.
DE UM MÙSICO
“Parto frustrado
A Igreja ainda acha que um acorde
Com uma quinta aumentada
É um acorde do diabo”
DE UM ESCRIBA
“Parto desiludido.
A humanidade não
entendeu o que escrevi”
DE UM MORADOR DE RUA
“Parto sozinho.
Meu cão está órfão”
DE UM REI
“Parto sem ter conseguido conquistar o Mundo”
DE UM SAMBISTA
“Parto pobre mas feliz”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CONVERSAS 18 12 2015

                   
Isaias conversa com    Josef no banco da praça lugar em que, todas as 

manhãs, se encontram para bater papo, como se diz na gíria.

Ambos aposentados, suas respectivas esposas são do lar e já 

não suportam  mais a presença deles em casa, pelo menos no 

período matutino .

Eles atrapalham   as  lides domesticas delas.

Hoje Isaias   desababa  para Josef:

Josef – estou com um problemão lá em casa.

Isaias – o que se passa?

Josef – minha mulher está fechada para balanço e me sinto

impotente para solucionar essa questão.

Josef ????????

Pano rapidíssimo>>>>>>>>

Frase correlata.



“Como era verde o meu vale (O filme)”! 

A EXCEÇÃO 18 12 2015

        

Nem todos os reis são justos.

Nem todos os padres são santos.

Nem todas as freiras são virgens.

Nem todos os sábios são doutos.

Nem todas as mães são ternas.

Nem todos os filhos são gratos.

Nem todos os poetas são loucos.

Nem todos os cientistas são sábios.

Porem,  todos os cães são fiéis.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PORQUE TEMOS LEMBRANÇAS? 11 12 2015

Porque temos lembranças?
Quando somos jovens temos menos idos de anos do que agora.
Portanto temos pouco para lembrar.
Com o passar do tempo, quanto mais vivemos mais temos do que lembrar.
Está tudo arrumadinho nas devidas gavetinhas insondáveis mais imprescindíveis de nosso intrincado sistema cerebral.
Lembramos e desengavetamos aquelas lembranças que vem por algum motivo que não sabemos bem porquê.
Com a idade mais avançada podemos nos esquecer de fatos mais recentes.
As veze agente sai do quarto , vai para a cozinha e no meio do caminho se esquece do que ia fazer.
Eu uso a seguinte técnica. 
Volto para o quarto e percorro de novo o caminho para a cozinha e me lembro o que fui fazer lá.
Já aconteceu isso com voces???
Acho que sim..
s.e.o.



OS POROES DO PALACIO DIA 05 12 2015


Reunidos nos porões do palácio.
Tramam contra almas infelizes
Supostos donos  da   verdade mas
Condutores da mentira.
E da vaidade.
Trespassam os corações dos infiéis.
Com espadas e archotes.
Com a maior insensatez.
Jurando juras de fidelidade.
Condenam os vivos e os mortos.
Se valendo das trapaças.
Planejam coisas mil.
No intuito de afundar.
De vez  tudo  o que é nosso.
Dos fiéis  devotos.
Assim procedem.
Através dos séculos.
Séculos de glorias.
Glórias vãs.
Rasgam páginas da historia
Parte da história.
Destruindo o que foi posto
Pelo Criador de tudo.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

RETRATO 03 12 2015

  
As almas dos barões desalmados
Em frente a Basílica da fama.
Retratam os desvios consagrados.
Pela hóstia do padre cura sem lisura.
Enlouquecidos pelo  poder  e a trama.
Que os envolve em extenso lamaçal.
De vergonha e  descalabro.
Exalam de suas fétidas entranhas.
Sombras de seres mutilados.
Pela  mentira  e   volúpia insana.
Vestidos à  caráter sem  tê-lo,  na verdade.
Desfraldam bandeiras das conquistas.
Das falácias  enganosas e atrevidas.
Destroem um gigante sem piedade.
Após desfazerem toda a humanidade.
Se valendo da publicidade.
Seguem   o ritual de sua crença.
Cheirando o cheiro da inocência.
De terno e gravata sob aplausos.
No domingo para a santa missa.
Receber a   hóstia    da inocência.
 Julgando procedente.
O perdão papal.
Mal sabem eles
Que podem enganar a todos
Menos a um Deus Maior.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O ALBATROZ 23 09 2015

                           
Mentes insanas.
Cometendo injustiças.
Parecem macacos.
Comendo bananas.
Jogando  cascas ao chão.
Para  que levemos um escorregão.
Mentes insanas.
Provocando  pessoas.
Rindo de nós.
Fazendo poucas e boas.
Mentes insanas.
São tantas.
Tamanhas.
Que já não sei.
Aonde fica o horizonte.
Homens  velozes.
Catando dinheiro.
De várias maneiras.
Com artimanhas.
Mentes insanas.
Não   me irrites.
Voarei para longe.
Que nem um  albatroz.
Extrapolando o limite.
De minhas   forças.
Talvez caia de exaustão.
Em qualquer lugar
Mas, finalmente,   livre..





domingo, 4 de outubro de 2015

LINGUAGEM MUNDIAL 13 09 2015

              
Esta noite meu vizinho deu uma festa.
Uma música estridente.
Bate estaca anormal.
Vibrando em minha cabeça.
Sem melodia total.
Peço por favor.
Ao Jobim e Debussy.
Venham me visitar hoje à noite.
Tragam música de verdade.
Pro repouso em leve sono.
Espantem pesadelos.
Tragam suas melodias e arranjos.
Notas e pausas.
Perfeitamente arrumadas.
Que fazem sentido aos ouvidos.

domingo, 13 de setembro de 2015

DOMINGO 13 09 2015

                    
Hoje  está   um dia nublado e friorento.
Tomo meu café , abro meus e mails e me deparo com a postagem de um
amigo meio louco meio poeta   nos termos  que abaixo   transcrevo por
julgar que pode ser um motivo par reflexão por todos nós.

“Dia deprimente.
Chuva incandescente.
Calor inexistente.
Que não me deixa contente.
Dia deprimente.
Que me lembra o ausente.
Sinto frio em meus pés.
Perto  do revés.
Dia deprimente.
Quando o sol está ausente.
Penso no enorme contingente.
De pessoas ao  relento.
nas calçadas.
Esquecidas ao relento.
Dormindo o sono do cansaço.
Sujeitos a chuva    e ao  vento.
Indigentes.
Enrolados em velhos trapos.
Humanos farrapos.
Esquecidos, vivos mais sem vida.
Frio deprimente.
Amor de todo ausente.
Amanhã poderá ter sol.
Não para todos.
Enfim.
Esperança sempre há.
Mais não será pra já”


Petrovisky  Pizola Atok