quinta-feira, 26 de abril de 2018

A COPENSAÇÃO 25 04 2018




Um viço nobre

Aparece um dia

Na periferia

Para dar alegria

A um menino pobre


Traz alegria

A mãe que chora

Ela entende agora

Que não há pobreza

Quando há nobreza


Receber ajuda de alguém

Que ela nem conhece?

A mãe abraça o homem

E o menino pobre

É beijado no rosto

Pelo cidadão


Nem tudo está perdido

Nesse mundo agora

O menino estuda

e tudo em sua vida muda

por um ato nobre...


Aí vem a pergunta


Quem é esse homem?

Que traz esperança

de uma vida melhor

a quem nada tem?


A resposta é:


Perdeu o filho há poucos meses

da mesma idade

Quando saia da escola

Em um bairro nobre

Do Rio de Janeiro

No Leblon


Uma bala perdida

Cravada no peito do menino.

Por cruel destino


Ele não morava na periferia

Nem por isso deixou de ser contemplado

Pela violência que paira na Cidade.


O homem rico quer compensar

De alguma forma

Algum menino que precisa de auxilio

Ele não teve a sorte de ver seu filho

crescer fora do exílio 

Seu filho deixou esse mundo cedo demais

Perdeu a vida

Por um capricho do destino
................

................



Anos se passaram desde então...  

O menino agora é homem formado

Em advogado.

E o homem rico se orgulha dele


Agora,  quando esse homem

A noite se recolhe em seu quarto para dormir

Uma luz  bem clara e reluzente

Entra por sua janela entreaberta

Mas a rua está escura?

É noite alta?.

Ele fica   Intrigado

O que essa luz????

 




NEM TUDO QUE RELUZ É OURO 25 04 2018



Na corda bamba da vida urbana
no Rio de Janeiro
credo em cruz
no bairro de Santa Cruz
José da Silva e tal
em uma tarde de domingo
sai de casa á tarde  pro boteco da esquina
simples operário
trabalhador
cumpridor de horário
em seu trabalho
sua  mulher pede que compre
uma Coca e um mixto quente

no caminho, José é atingido
por uma bala perdida
partida
não se sabe de onde 
foi  José sorteado ao léo
morto por uma bala no peito

haja coração..
ninguém sabe quem atirou
em um simples lavrador
na terra do terror
um policial destreinado?
um miliciano estressado?
ou um traficante drogado?

sobre o caso
nada foi apurado
"nem tudo que reluz é ouro"
pode ser uma bala dourada
provavelmente partida..
de um rifle potente
de um inconsequente
e despreparo geral

onde está a lei, afinal ?
nos corredores dos Palácios republicanos?
tenho certeza que não

talvez nos anais da história
tudo isso seja escrito
em memória de José da Silva e tal



O TEMPO NÃO PARA 26 04 2018

     

O TEMPO PASSA

A BARBA CRESCE

HAJA PRECE

NINGUÉM PODE DETER 

A MARCHA INEXORÁVEL DO TEMPO

O TEMPO É NOSSO INIMIGO

ASS,
SIMÃO
O ANCIÃO. 


A TRAJETÓRIA 26 04 2018

 

Crianças brincando na calçada
velhos ambulantes
desorientados
o doce amargo dos sonhos
consequência:
aflição
desespero
a morte não dá aviso prévio
é a sucessora da vida
lógica da certeza das incertezas
qual  é o rumo agora?
no inicio a luz,  o resplendor do nascimento
o no meio do caminho o sofrimento
no fim o alívio final
o medo conhecido 
do desconhecido
 um mero ocaso 
do acaso

sábado, 31 de março de 2018

IDÉIAS 31 10 2018




          A influência
          É uma ciência.
         ”é dando que se recebe”
          Já disse o Senhor da verdade.
          Lembram-se?

         A vergonha está atrás.
         Sitiada...
         Escondida.
         Encolhida.
         Atrás do guarda.
        Manipulada.
   
        A sem-vergonhice ordinária.
        Esta, sim.
        Está na vanguarda.
        O caráter sumiu
        Ninguém mais viu.
        Depois  do vendaval
        Do dia primeiro de abril.
        Dia dos enganadores do Brasil.
       “Salve lindo pendão da esperança”
       Onde estás?
      Apagaram sua lembrança?
   

DIÁLOGOS 31 03 2018




-O que faço par a mudar o mundo?
-Nada Zé, o mundo muda sozinho.
-Não se pode interferir em seu caminho.
-Nem   trocar o sujo pelo imundo.
-Nem o limpo pelo reluzente.

-São palavras homônimas, somente.
-Do que te queixas Zé?
-É que me espanta a atitudes das pessoas.
-Acho que a sociedade está doente.
-Uma doença em estado terminal.
-Todos mentem com a maior desfaçatez.
-Falta de caráter impera em toda parte.

-Sim, Zé.
-Sabia que agir assim é uma arte?
-Entenda como tal.
-Não ter caráter é normal.
-Se você pensar como eu não ficará doente ou indignado.
-Fica calmo e vai trabalhar.
-Deixa de elucubrações.

-No fim de semana vá passear, ir a um cinema.
-Vá à missa e peça a Deus que salve o mundo,
-Isso é tarefa para ele.
-Você nem sabe porque está aqui.!!!
-É mesmo, e você sabe?
-Também não
-E fica a dúvida em questão.
-Sem resposta de antemão.




sexta-feira, 30 de março de 2018

PERDÕES 27 04 2014



Ser fraterno é fundamental
Se você não perdoa
Será uma pessoa amarga
Se a Igreja perdoa, porque não podemos perdoa-la?
A Santa Madre Igreja já cometeu no passado gigantescos desatinos.
Agora vem tentando restabelecer a ordem
Pode ser que consiga um dia....
Mas deixemos isso para lá.
Pode ser que isso se resolva com o tempo...
Eu sei que é difícil ser fraterno.
Acontece que ser o dono da verdade não ajuda a ninguém e faz mal à saúde.
E o desafeto e errante ficará errando sempre.......
Presumamos então que todos os errantes serão, um dia, julgados pela justiça Divina.
Dentro dessa linha de raciocínio   podemos viver melhor se não nos amargurarmos.
Resumindo. 
Bola pra frente que eu já estou com 80 anos e não posso recuperar o tempo perdido
Já descobriram   porque resolvi perdoar todos os erros dos humanos????
É que quero ir para o Céu quando morrer?
Agora entenderam..
Ah...bom!!...



SONHOS 27 03 2018


     
Á beira do rio
Em noite de luar
As estrelas são pingos que sugerem
Pingentes ..
Coloridos, saltitando
Para enfeitar a noite e o rio
Rio de Janeiro
A moça sentada no banco da praça
Defronte ao rio da esperança
Sonha com o futuro
Ao lado
De seu namorado
Sonhos, projetos.
Como é bom sonhar
Amar
E apreciar
A natureza
Seu namorado faz parte do cenário
Fazem planos para o futuro
Torcem para que dê tudo certo
Certo ou incerto
O futuro dirá
Por enquanto é só sonhar...
Sempre de olhos bem abertos
Em noite de luar...











A ERA DO GELO 2012


                                            
Hoje foi um dia cansativo em meu escritório e não via a hora de encerrar meus trabalhos e voltar para casa.
Finalmente às 17 horas encerrei minhas atividades, fechei minha mesa de trabalho e fui para casa.
Cheguei à casa as  23  horas porque o transito estava péssimo.
Abri a porta, passei pela sala aonde encontrei minha mulher sentada no sofá, como sempre,  de olhos  fixos na  novela e cumprimentei-a:
 Olá, meu amor.?
Ela respondeu, sem virar o rosto.
Oi!
Em seguida dirigi me ao quarto do Andrezinho, meu filho de 27 anos que não trabalha e vive jogando no computador ou naquele WhatsApp  o dia todo e cumprimentei-o também.
Ele, da mesma forma respondeu:
Oi!
Cruzei o corredor e entrei no meu quarto, tirei a roupa do trabalho e fui ao chuveiro tomar um banho.
Em seguida fui para a cozinha passei pela a sala e minha mulher, ainda com os olhos fitos na novela falou:
“Tem sopa no fogão, é só esquentar”.
Respondi:     
Tá.
Tomei aquela sopa requentada, passei de novo pela sala e minha mulher continuava sem notar minha presença, que nem uma múmia paralítica vendo, agora, outra novela....
Chegando ao quarto li um capítulo de um romance de Eça de Queiroz e deitei.
Já estava dormindo há duas horas e ouço um estrondo na porta
do quarto, acendo a luz e minha mulher , com os braços     nas cadeiras, dela, é claro, falou:
“Já está dormindo?
Só sabe fazer isso mesmo.
Andrezinho disse que você mal falou com ele.
Você é um chato mesmo”.
Respondi:
“Tá”.
Por entre as cobertas, entretanto, falei com os botões do meu pijama.
Porque não casei com aquela escurinha, minha vizinha, que era apaixonada por mim?
Em vez disso escolhi uma mulher branca, megera indomada e tive um filho indolente e preguiçoso....
 

sábado, 24 de março de 2018

ESTORIAS CURTISSIMAS 24 03 2018





ATO 1

Poeminha barato
cuspido no prato
uma mosca , que pena
coitadinha, serena.

ATO 2 
   
O cloreto de sódio
Faz mal á saúde 
Nunca o coloco na mesa
Detesto ataúde.
Quero viver mais 100 anos
Disso tenho certeza
Se vida longa é sem graça
Ergo uma taça
E faço uma graça.

ATO 3

Abro a janela
De frente pra dela
Oh... sedução..
Bate coração..
Mas ela não a abre
Nem pela fresta
Será que ela acha
Que verá o que  presta?
Quem sou eu, afinal?
Um bicho papão?
Um enamorado?
 Em grande aflição?
Ou um desastrado.
Embriagado.
De copo na mão?

ATO 4

O que faço da vida?
Vivo bem ou com ódio?
De quem inventa palavras
Maluquices, bobeiras..
Goteiras, asneiras..
Quanto mais se vive
Acumulamos gorduras
Saturadas, suporadas
E cuspimos o que sobra
No fim dessa obra
Inacabada construção
Hora da implosão
nada fica de pé
Só  a nossa ilusão..



ATO 5 

Se eu não tenho 
Mereço um sermão
Que me seja imposta
Uma grande oração
De legível  tradução..

ATO 6

O  que vejo da minha janela agora?
Olhando para o horizonte azul
Ovelhas voadoras..
Negros,  ambulantes..
ou simples traficantes
Procurando presas..
Passarada errante?
Não,   minha gente..
Sao gaivotas   que habitam
As ilhas Cagarras
Ilha no Rio de Janeiro...
Voam, em dias  de sol
em bailados ...
Sincronizados.
Como a natureza dita.
Olhando para baixo
O transito engarrafado
Dia de futebol.






sexta-feira, 23 de março de 2018

A ESCASSA POESIA 23 03 2018





Ah... a poesia
nos aquece e nos conforta
ouvimos melodias
entrar em nosso ouvido
pela fresta
da janela e pela porta
chega até aqui poesia...
venha pro meu colo..
Eu te amo.. eu te adoro..
vamos brincar de lápis e papel
e escrever frases ao léu.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

ENTRE ASPAS 24 02 2018


     

    Senhor:
  
 Peço, por favor:
  
Afaste um pouco essa barba comprida
  
Ela está fazendo sombra onde está minha flor.
  
 E ela precisa de sol para não morrer

O Senhor poderia cortar essa barba?

 Ela é do tempo de outrora.

De longa memória.

o Senhor obedece e vai embora.

O homem agradece.

De tempos em tempos dialogamos com Deus

Na esperança de que ele atenda nossos apelos

Mesmo metaforicamente precisamos de um consolo

Algo a   que possamos nos agarrar

Por desespero.

A      simples flor em meu jardim

Habita em mim.

Mesmo sendo uma ilusão.

Ajude-me Senhor......

REFLEXÃO 24 02 2018



                   Após a tempestade vem a bonança
             
             depois da bonança vem a tempestade

             numa rotina constante

             durante toda a nossa vida

             até que a   morte nos arrebate

             a levar nosso corpo para onde o tempo não existe
      
            nem tempestade
             
            nem bonança

            ficaremos livres, assim, do tempo.

            nos libertaremos da rotina e nos tornaremos livres






       Poema sem rima
       


         

 

           

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

GALINHEIROS PRIMEIRO E SEGUNDO ATOS 2 1 2018

Primeiro ato:

Moro no subúrbio do Rio de Janeiro, bairro de Marechal Hermes,

nos confins da estação da antiga EFCB, hoje servida pela

 Supervia, linha de trem mais modernizada, onde nasci, me criei, estudei e me

tornei  artesão.

Bairro pobre mais sossegado considerando o nosso Rio de Janeiro como está

nesse momento. “Sem ordem e sem progresso”.

Trabalho com artesanato, vivendo com pouco,

mas feliz.

A minha casa tem um quintal onde tenho um galinheiro

As minhas galinhas comem restos de comida e milho sem agrotóxico

Os ovos que elas põem são vendidos no local.

Sobrevivo de minha arte e desse pequeno lucrinho na venda de ovos no

bairro.

No meu galinheiro existe ordem.

As galinhas ficam empoleiradas em seus devidos lugares ao deitar à noite

Nenhuma toma o lugar da outra.

O galo manda de galo em seu espaço.

Os ovos que põem minhas galinhas têm claras  claras e gemas vermelhas, como

veem, de primeira qualidade.

Tenho um galo que controla e põe ordem no recinto anotando entradas e saídas

das mercadorias  em sua planilha e confere a receita obtida com a sua  venda.

José carroceiro passa por aqui todas as manhas para recolher e vender o

produto mediante uma pequena comissão em espécie, é claro.

Tudo funciona em perfeita ordem

Segundo ato:

Na  minha rua,   na parte mais alta o  meu vizinho  Teobaldo também

tem um galinheiro. 

Nem queiram saber como o ambiente lá é muito diferente.

Desorganização total.

As galinhas estão sempre a tomar o lugar das outras.

As que ficam na parte de baixo atacam as que ficam na  da parte de cima apenas 

para manter posição de destaque.

Não são alimentadas adequadamente, bebem muita agua, mas tudo de

uma vez e em um momento só  e comem umas os  o alimento das outras.

Teobaldo não consegue encontrar um galo que fique no emprego por mais de

uma semana

As galinhas agridem o galo que acaba deixando o emprego.

Banido pela desonra e ensanguentado e

Teobaldo não consegue se organizar.

O meio ambiente por ali mais parece um puteiro

Acho que existe uma semelhança entre o galinheiro do Teobaldo

e a cidade de Brasília , mais precisamente na Esplanada dos Ministérios.

Vou ficar por aqui .

Acho que já estou escrevendo demais ou estou meio desconsertado hoje.