terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A DEGOLA 22 01 2019


Sinto dor na coluna

Quinta cervical

Não há pão sobre 

a mesa

Nem sob a mesa

Nem sobremesa

Não há água na 

cisterna

Do meu quintal

A morte eterna 

se avizinha

É minha vizinha

Adentra por minha 

porta

Com um fuzil 

em uma 

das mãos

Na outra 

ma faca 

afiada

Da me um tiro 

no peito 

com a faca

E com o fuzil 

me degola

Em seguida 

bebe 

meu sangue

Que corre pelo 

me corpo

Exangue

Nesse momento 

acordo

Foi apenas um 

pesadelo

Graças a Deus

Adeus.

domingo, 20 de janeiro de 2019

PASSADO PASSADO A LIMPO 20 01 2019


Tudo aconteceu hoje

Por causa do João

E com justa razão

João me acordou do 

sonho

Dos tempos idos

Bem vividos

Bem vívidos

Em uma época 

antiga

Que já era

Agora

Um novo mundo

Tudo estranho

Mudou tudo

Inclusive a fé

A bengala que 

me amparava

Antes de minha 

caída

Porque já foi 

destruída

Pela razão

E o conhecimento

Sobre a 

inexistência de Deus

Que nos deu

Segundo a 

bíblia

Vida sofrida

Muito estranha

Barulhenta

Que ninguém 

mais aguenta

Nem os anjos

Nem a agua benta

Nem a água aguenta.


O PERDÃO 20 01 2019


Um dia alcançarei

As bênçãos de Deus

Se eu pagar meus 

pecados

Então......

Com a penitência 

Sendo paga

Deus me perdoa

Em razão de ter 

cumprido a tradição

Conclusão:

A MITRA determina

 o preço

Embora a Deus isso 

não importe

CONTUDO

Se o que vale é a 

intenção

Ao   padre que 

me perdoar

Transfiro meu 

pecado

 Para o  corrupto

Que cobra em 

nome de Deus

Vá entender....

AS GUERRAS 20 01 2019


Primeira Gande Guerra

Segunda Guerra Mundial

Muro de Berlim

Dou um murro

No muro de Berlim

Murro em ponta de faca

Nazismo

Outra guerra mundial

A desordem mundial

A desordem é mundial

Santa paz do senhor

Senhor que nos conduz

Derrama tua luz

Dai-nos a paz

Salve o mundo que criaste

Ou erga um mundo novo

Sem mortes

Sem desavenças

Sem cataclismos

Sem cinismos

E com menos loucos...


sábado, 5 de janeiro de 2019

A VELA 05 01 2019




Sobre a mesa da

 minha sala

Uma vela acesa

Ela tem um tempo 

certo de vida

Até se extinguir 


por final

A vela arderá

Por um  tempo

Passando por 

breves 

momentos de 

conforto

Quando, 

ocasionalmente, 

uma leve brisa

De alento a 

refrescará

pela fresta 

desnivelada 

da janela.

Eu, sentado 

aqui na 

minha 

modesta poltrona

Tonto de sono

Espero o 

tempo passar

Por óbvio.

A vida é assim...

Nunca se sabe  

quando

deixaremos 

de existir

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

MORADAS 11 09 2018


Nas sarjetas habitam

os pobres

os drogado e os 

vagabundos, 

imerecidamente 

Nos palácios  

habitam os nobres

os apadrinhado

e os de foro privilegiado,

nababescamente. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A MÃO QUE ACARICIA 04 10 2018


 É tanta a felicidade

De fazer-se o que se quer

Ouvir uma boa musica

Ou flertar com uma mulher

Confesso,  antes não sentia

Nenhuma alegria na vida

Julgava tudo ilusão

A  solidão constante

Que me atormentava

 E se desfez quando

abri a cortina

Onde  a mulher

que eu amava

Se escondia..

Sim.

Por trás na neblina

Na noite fria 

Consegui 

finalmente

Vencer  o desprezo 

 que fugia 

De tudo que era 

verdade

Uma via de mão dupla

Que caminhava ao  

contrário

Da benfazeja mão 

que me quer e acolhe

Agora.









sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A SAÍDA 18 09 2018


              
Se você está em uma nau e for pego por uma forte tempestade tem as seguintes alternativas para se safar:
Se tiver um colete a  bordo estará   meio passo andado...
Se souber nadar melhor ainda..
Se não tiver medo de pegar um resfriado  você  aumentará sua chance  de não ir desta para o inferno.
E lembre-se , se houver algum cão  a bordo e ele, porventura, nunca nadou  ele incontinente irá se jogar no mar e aprenderá na hora a nadar.
Porque?
O cão  desrespeita o medo.
Tem coragem e bravura.
Tenho dito.
Deus não irá lhe ajudar porque o que está acontecendo  um teste que ele está fazendo  com você ou qualquer um que se meta a besta de ter medo da morte.
Agnus dei. Lp
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO 24 09 2018


Estou só dentro de mim mesmo

Enclausurado, atado.

Moro em uma residência com alguns 

Familiares, mas sinto-me só.

Com meus  lamentos.

Que são meus companheiros,

Desacompanhados como eu.

Meu quarto é meu único refúgio.

A cidade pulsa lá fora.

Fumaça, buzina, marola.

Uma obra ao lado do meu prédio

Uma britadeira me azucrina

Até as 17 horas da tarde.

Quando o trabalho termina.

E minha agonia continua...

Estou no armário da solidão permanente

Já é noite....

Saio.

Ardem meus olhos e os da cidade também.

Buzinas, fumaça de ônibus

Mendigos e moribundos

Isolados do mundo ...

Pessoas indo e vindo freneticamente de um lado para outro

Sem mesmo saber para onde vão.

Distúrbios, pega ladrão.

Confusão..

Contusão..

Uma moto passa entre os carros e arranca o retrovisor

 de um motorista ,que blasfema e xinga o desconhecido:

Puta que pariu!

Essa e a cidade que eu amo.

Idosos atravessando a rua fora do semáforo

Como se fossem robôs  conduzidos por Deus

Deus os livre e guarde.

Latões de lixo nas calçadas da desonra

Na orla da praia as prostitutas recolhem os últimos tostões

Dos incautos.

Pelo menos os usuários pagam uma só vez por uma noite de amor

Por mulheres variadas, louras, morenas, mulatas e travestis

E sua responsabilidade acaba em uma noite....

Afortunados desafortunados.

Estou invisível,

Ninguém me vê nem me nota

Sento na mesa externa no bar do Cabral que já me conhece de

longa data, desde que me aposentei

meu passatempo noturno.

Minha única ocasião

Para uma reflexão.

eu Fortunato diz: como vai, sai um Brahma gelada?

Sim, respondo, como sempre.

bebo com prazer  a bebida que me acalenta.

Na Matriz, em frente, sai uma procissão agora

Em memória da fé em Nossa Senhora da Glória

Rezam pedindo ao pai nosso de cada dia

Café com pão e caviar misturados com água  rás

Todavia,

Como é doce olhar....

As areias desertas e iluminadas de Copacabana

Da princesinha do mar que agora envelhecida

Aguarda a ambulância chegar

 Está precisando de uma UTI urgente.

Mas ninguém atende

Nem entende

É tarde, volto para minha residência

Meus familiares,

Vendo o noticiário nefasto da TV Globo

Perguntam:

“Chegou hoje cedo da farra...

Não respondo.

Passo pela sala e entro no meu refúgio

Aquele quarto ao qual me referi no início da narrativa

Amanhã e dia de compras de mercado.

Deixo o cartão de crédito no cabeceira do quarto ao lado,

onde minha mulher passa a maior parte de seu precioso

tempo.

volto para o velho quarto antigo

Para conversar com meu  piano 

Antes de ler mais um capítulo do livro

"Em homenagem ao saudoso

José de Ribamar Ferreira Goulart"