sábado, 5 de outubro de 2013

A ERA DO GELO

                                            
Hoje foi um dia cansativo em meu escritório e não via a hora de 

encerrar meus trabalhos e voltar para casa.

Finalmente às 17 horas encerrei minhas atividades, fechei minha 

mesa de trabalho e fui para casa.

Cheguei  às  19 horas porque o transito estava péssimo.

Abri a porta , passei pela sala aonde encontrei minha mulher 

sentada no sofá , como sempre, de olhos  fixos na  novela e 

cumprimentei-a:

Olá, meu amor.

Ela respondeu, sem virar o rosto.
Oi!

Em seguida me dirigi  ao quarto do Andrezinho, meu filho de 27 

anos que não trabalha e vive jogando naquele computador o dia 

todo e cumprimentei-o também.

Ele, da mesma forma respondeu:

Oi!

Cruzei o corredor e entrei no meu quarto  ,tirei a roupa do 

trabalho e fui direto para o chuveiro tomar um banho 

restaurador.

Em seguida fui para a cozinha passei pela a sala e minha 

mulher, ainda com os olhos fitos na novela  falou:

Tem sopa no fogão, é só esquentar.

Respondí:

Tá.

Tomei aquela sopa requentada ,passei de novo pela sala e minha 

mulher continuava sem notar minha presença, que nem uma 

múmia paralítica vendo, agora, outra novela....

Chegando ao quarto li um capítulo de um romance de Eça de 

Queiroz e deitei.

Já estava dormindo há duas horas e ouço um estrondo no quarto, 

minha mulher abre a porta com tanta força que a porta quase cai

Acendo a luz e lá está ela , com os braços nas cadeiras, dela, é 

claro, gritando:

Já está dormindo?

Só sabe fazer isso mesmo.

A Andrezinho disse que você mal falou com ele.

Voce é um chato....

Respondi:

Tá.

  

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