Chão de estrelas
Minha vida era um
palco transtornado
Eu vivia vestido de palhaço
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio do cheiro forte eu não dormia
sentia, sentia muita muita azia
E suavam muito minhas mãos
Minha vida no morro do Salgueiro
Tinha o canto triste de um cargueiro
De urubus por toda a parte a podridão
E hoje, quando do sol, mas que a maldade
Vejo a meu lado a inverdade
Do tempo infeliz que não passou
Nossas roupas incomuns
dependuradas
Enfim um eterno terremoto
Festa dos nossos trapos coisa
horrível
A mostrar que nos morros bem sofridos
Nunca é feriado nacional
A porta do barraco era sem zinco
Mas a lua furando nosso trinco
Suplicava meu caro, que terror .
Eu pisava na lama distraído
Sem saber que a alegria desta vida
É sentir a sensação da morte então.....
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