sábado, 5 de outubro de 2013

MINHA VERSÃO PARA A MUSICA


        Chão de estrelas

Minha vida era um palco transtornado
  
Eu vivia vestido de palhaço

Palhaço das perdidas ilusões

Cheio do cheiro forte eu não dormia

 sentia, sentia muita  muita  azia

 E suavam muito minhas mãos

Minha vida no morro do Salgueiro

Tinha o canto triste de um cargueiro

 De urubus por toda a parte  a podridão

 E hoje, quando do sol, mas que a maldade

 Vejo a meu lado a inverdade

Do tempo infeliz que não passou

Nossas roupas incomuns dependuradas

 Na corda   pareciam desvairadas

Enfim um eterno terremoto

 Festa dos nossos trapos   coisa horrível

 A mostrar que nos morros bem sofridos

 Nunca é feriado nacional

A porta do barraco era sem zinco

Mas a lua furando nosso trinco

Suplicava meu caro,  que terror .

 Eu pisava na  lama  distraído

 Sem saber que a alegria desta vida


 É  sentir a sensação da morte então.....

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