sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DIÁLOGOS 04 2016

                      
A chipanzé amamenta suas crias  mais dois filhotes de uma leoa.

Pergunta ao homem:


Porque estas olhando com essa cara de espanto?

Nunca viu um aleitamento materno ou estas estranhando que eu

alimente dois filhotes de leõezinhos que não são da mesma

espécie  que a minha?

Não vês que a mãe deles está aqui a meu lado e morreu ao pari-los?

Isso se chama solidariedade.

Não sabes o que é isso no teu mundo?

Faça-me o favor....

Inventas palavras e nem sabem o verdadeiro sentido delas?

A onça pintada, que está por perto, percebe que o homem  começa  a admira-la  e 
pergunta:

estás admirado com essas minhas pintas perfeitamente

distribuídas?.

Eu nasci assim, não usei nenhum pincel ou bisnaga de tinta para isso.

Sinto-me bela e seduzo e conquisto  meus parceiros  com essas  pintas.

Acho, pelo jeito, que também  não sabes o que é  um pavão.

Tu ai cheio de tatuagens de cores berrantes, artificialmente pintadas em teu corpo

Porque usas essas drogas?

Já  sei :

Usas essas alegorias estranhas, naturalmente, para seduzir tuas  parceiras.

Mulheres que fazem parte desse teu mundinho que, te  julgam atraente

por  usares essas baboseiras.

Certamente,não devem ser grande coisa também.

Um mosquito da dengue que está por perto sorri e fala para a bactéria a seu lado:

Este homem não sabe nada dessa vida mesmo.

É inseguro, fica preocupado o tempo todo com medo de assaltos

e de que um seu  semelhante  o atropele e mate, sem saber que o perigo está em 

locais onde o horizonte dele não enxerga.

Se quisesse, agora, daria uma picada nele e causaria enormes transtornos  `a  sua 

saúde e ele nem perceberia.

Ficaria doente sem saber  porque.

A bactéria, então, diz para o mosquito.

Imaginei eu, que sou invisível.
                                                                                                                          Posso atacá-lo a qualquer momento sem ele se dê conta, entrar em seu organismo 

pegar desprevenidos todo aquele exército que os homens chamam de anticorpos, 

destrui-los  todos, tomando conta do seu corpo,  podendo  até mata- lo.

O homem já está longe dali a caminho de casa e mesmo antes de dez passos da 

porta já ouve seu cão latir.

Abre a porta e Bob lambe a suas mãos, corre de um lado para outro , pula 

em cima dele e o homem diz:

Sai fora seu interesseiro.

Já sei que fazes isso porque toda vez que chego em casa trago um biscoito pra 

você. Hoje não trouxe nada e fim de papo.

Senta-se em sua poltrona, em frente à TV, já de controle remoto na mão, que 

aciona freneticamente, procurando um canal de TV que lhe agrade.

Como não encontra nada que preste adormece ali mesmo, exausto  e cheio de 

minhoquinhas, no bom sentido,  na cabeça.

Bob senta-se em frente a ele, de orelhas caídas e pensa:   

”Esse meu dono anda estranho ultimamente.

Acho que está precisando de ajuda.”








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