quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

APOCALIPSE 8 02 2016

      
Enquanto nós, considerados a turba ignara, a patuleia.
Se diverte ao rufar dos tambores.
Entregando-se   aos prazeres de Pompeia.
E ao ópio dos sonhos.
Da alegria do Carnaval.   
O rei do mundo planeja às escondidas.
O derradeiro golpe e com sua espada afiada.
Derrubará por inteira enorme Catedral.
Que ruirá por terra em extenso lamaçal.
Trazendo de roldão toda a poeirada.
Do   grande desastre ambiental.
O pavilhão nacional ruirá por fim.
Tinto de cor vermelha.
De vergonha e sangue.
E essa cor será.
A nova cor da Bandeira Nacional.
O rei do mundo decretará sozinho.
A varrida   de toda a poeira para baixo do tapete do perdão.
Que ele criou em sua ilusão.
Do poder e da ambição.
O dono do mundo realizara enfim.
O seu desiderato.
Livre do que lhe incomodava.
Desfeito do que lhe causava insatisfação.
Reinará assim, por toda a eternidade.
Com toda a fortuna acumulada.
Nos porões do Palácio da injustiça.
 Mas ficará solitário e triste.
 E sucumbirá pela solidão.
E assim será seu fim.
Imerso no profundo caos da desconstrução.



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