terça-feira, 27 de agosto de 2019

A ERA DO GELO 2012


                                            
Hoje foi um dia cansativo em meu escritório e não via a hora de encerrar meus trabalhos e voltar para casa.
Finalmente às 19 horas encerrei minhas atividades, fechei minha mesa de trabalho e fui para casa.
Cheguei a casa  23  horas porque o transito estava péssimo.
Abri a porta, passei pela sala aonde encontrei minha mulher sentada no sofá, como sempre, de olhos  fixos na  novela e cumprimentei-a:
 Olá, meu amor.?
Ela respondeu, sem virar o rosto.
Oi!
Em seguida dirigi me ao quarto do Andrezinho, meu filho de 27 anos que não trabalha e vive jogando no computador ou naquele WhatsApp o dia todo e cumprimentei-o também.
Ele, da mesma forma respondeu:
Oi!
Cruzei o corredor e entrei no meu quarto, tirei a roupa do trabalho e fui ao chuveiro tomar um banho.
Em seguida fui para a cozinha passei pela a sala e minha mulher, ainda com os olhos fitos na novela falou:
“Tem sopa no fogão, é só esquentar”.
Respondi:     
Tá.
Tomei aquela sopa requentada, passei de novo pela sala e minha mulher continuava sem notar minha presença, que nem uma múmia paralítica vendo, agora, outra novela....
Chegando ao quarto li um capítulo de um romance de Eça de Queiroz e deitei.
Já estava dormindo há duas horas e ouço um estrondo na porta
do quarto, acendo a luz e minha mulher , com os braços     nas cadeiras, dela, é claro, falou:
“Já estás dormindo?
Só sabe fazer isso mesmo.
Andrezinho disse que você mal falou com ele.
Você é um chato mesmo”.
Respondi:
“Tá”.
Por entre as cobertas, entretanto, falei com os botões do meu pijama.
Porque não casei com aquela escurinha, minha vizinha, que era apaixonada por mim?
Em vez disso escolhi uma mulher branca, megera indomada e tive um filho indolente e preguiçoso....
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário