Nos casarões da velha cidade.
Hoje abandonada e fria
Antes haviam festas e orgias
Ali habitavam os ricaços insanos
e a criadagem obediente
Ora morta e destruída pela peste
A cidade inteira, agora devastada
Vazia, fúnebre, sem vida
Os pobres e mendigos sugado
pela terra fria e lamacenta
Mortos ao relento
Ninguém foi poupado
Um simples mosquito indefinido
Devastou tudo e todos
Agora, no vazio da noite fria
Nada mais resta
Os animais pressentindo o som da morte
Fugiram antes da desdita
Estou à beira da estrada.
Com minha prancha
Da escrita em uma das mãos
E na outra uma mala surrada
Aguardo..........
O último ônibus que virá me buscar
Serei o último passageiro a embarcar
Ir embora deste lugar
Antes da peste me alcançar
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