quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A PESTE 14 08 2019


Nos casarões da velha cidade.

Hoje abandonada e fria

Antes haviam festas e orgias

Ali habitavam os ricaços insanos

e a   criadagem obediente

Ora morta e destruída pela peste

A cidade inteira, agora devastada

Vazia, fúnebre, sem vida

Os pobres e mendigos sugado

pela terra fria e lamacenta

Mortos ao  relento

Ninguém foi poupado

Um simples mosquito indefinido

Devastou tudo e todos

Agora, no vazio da noite fria

Nada mais resta

Os animais pressentindo o som da morte

Fugiram antes da desdita

Estou à beira da estrada.

Com minha prancha

Da escrita em uma das mãos

E na outra uma mala surrada

Aguardo..........

O último ônibus que virá me buscar

Serei o último passageiro a embarcar

Ir embora deste lugar

Antes da peste me alcançar




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