Agora ela me culpa.
Persegue-me
de dia.
Á noite
perturba meu sono.
Diz que meus
erros vieram de longe e é por isso que me encontro neste estado.
Desconcentrado.
Inconformado.
Incomodado.
Destruído
por dentro.
Agoniado.
Diz que fui
negligente.
Incompetente...
Que não soube
escolher as pessoas que iriam interferir em meu destino.
Ela não
compreende que agi de boa-fé.
Confiei.
Desprendi-me.
Entendi e supus
que o mal não avançaria tanto.
Não chegasse
a esse ponto.
De me sentir
profundamente desapontado.
Agora ela me
culpa.
No fundo
acho que ela tem razão.
Preciso
voltar ao normal
Senão
sucumbirei.
Preciso
viver.
Para ver.
Até onde irei.
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