Enquanto
nós, considerados a turba ignara, a patuleia.
Se
diverte ao rufar dos tambores.
Entregando-se
aos prazeres de Pompeia.
E
ao ópio dos sonhos.
Da
alegria do Carnaval.
O
rei do mundo planeja às escondidas.
O
derradeiro golpe e com sua espada afiada.
Derrubará
por inteira enorme Catedral.
Que
ruirá por terra em extenso lamaçal.
Trazendo
de roldão toda a poeirada.
Do
grande desastre ambiental.
O
pavilhão nacional ruirá por fim.
Tinto
de cor vermelha.
De
vergonha e sangue.
E
essa cor será.
A
nova cor da Bandeira Nacional.
O
rei do mundo decretará sozinho.
A
varrida de toda a poeira para baixo do tapete do perdão.
Que
ele criou em sua ilusão.
Do
poder e da ambição.
O
dono do mundo realizara enfim.
O
seu desiderato.
Livre
do que lhe incomodava.
Desfeito
do que lhe causava insatisfação.
Reinará
assim, por toda a eternidade.
Com
toda a fortuna acumulada.
Nos
porões do Palácio da injustiça.
Mas
ficará solitário e triste.
E
sucumbirá pela solidão.
E
assim será seu fim.
Imerso
no profundo caos da desconstrução.