sexta-feira, 27 de maio de 2016

MINHA OMELETE 25 05 2016

         
Eu, talvez, o último dos moicanos,  envolto em dois cobertores tento dormir e passar
essa noite friorenta que atinge o Rio de janeiro ultimamente, em    paz,       enquanto
que em Brasília estoura uma bomba atômica por dia ,    inclusive       aos      sábados, domingos  e feriados. 

Envolto em dois cobertores e        nu de     pensamentos,      palavras e obras,   sou surpreendido por  Satanás que hoje resolveu        me atazanar e,    de posse de um regador         de plantas entra em      meu quarto e derrama  agua      em meu corpo.
A  água,  extremamente  gelada,          atravessa um  longo    caminho,    passando   
incólume             pelas  cobertas      atingindo-me  o  corpo  nu    e tremo      de frio.
Satanás insiste    em que eu saia com ele para conhecer as   profundezas do mar 
sem fim.
Que malvadeza!
Que safadeza!
Com esse frio?
É louco.
Vai de retro Satanás.
Ele se retira, desta vez tremendo de raiva.
Ufa, livrei-me dele por hoje.
Eu continuo envolto em meus cobertores e pensamentos enquanto o sono não vem.
Minha imaginação percorre os caminhos musicais do passado e recordo o       filme  
“Sonho de amor” que retrata a vida de   Franz Liszt ,   genial  pianista   húngaro  que    
no século XIX encantava multidões com sua sonoridade impecável.
Suas composições repletas de emoção e      melodias cheias     de acordes que    se
Entrelaçam completando o envolvimento da alma romântica do autor com a realidade
do sonho.
As pessoas sonhavam e amavam envoltas em sua inspiração, ecléticas, sentadas,
Em silencio profundo , quietas em suas poltronas sem  piscar  olhos.
Transponho a linha do tempo e sigo Tim Maia.
Tento decifrar como TIM,    com      somente        um ou dois   acordes e  uma letra
 simplória    levantava a multidão
Com seu vozeirão.
Alegria e empolgação!!!.

É madrugada, o sono está chegando, lentamente.........
Penso no que vou almoçar amanhã.


 Agora, já de manhã, sentado na   cadeira     de      braço    em meu      improvisado        
escritório, digito,  nesse      teclado  horroroso , colocado    estrategicamente     em
cima  de meu piano, por   falta de    espaço físico,  defronte ao  monitor do PC e penso:
“Há sobras de legumes de ontem na geladeira.
Criarei   uma receita poética.
Pedirei a minha secretária (minha empregada doméstica de alto escalão), assim que   
chegar, para preparar meu almoço de hoje  mediante uma receita que criei em meio a
essa confusão de pensamentos e noite congelante.


“Dois ovos    e   os       legumes     cozidos que   soçobraram de ontem na geladeira, 
alho, cebola e um pouco de limão congelado raspado.
Uma omelete criativa, penso eu.
Tudo junto misturado em uma frigideira com óleo e  muita vontade de comer.
Um cardápio ideal.
Deixo tudo escrito e anoto que chegarei  1 hora PM.
Vou fazer RPG.
Saio de casa pensando na volta.
Sentarei à mesa e degustarei a iguaria acompanhada com um copo de vinho tinto seco.
Jogarei o comprimido de Crestor, recomendado por meu médico para o mau colesterol
no lixo..
Estou sabendo que o vinho é melhor para as artérias do que esses remedinhos.










sábado, 7 de maio de 2016

POEMA DESFEITO 20 04 2016

          
Desfiz o poema.
Rasguei o rascunho.
Diz o poeta pra mim.
Porque o fizeste, pergunto?
Está muito ruim.
Segue em frente digo eu.
Faça e refaça até concluir seu pensamento.
Ele responde que   está sem motivação.
Nesse momento não há musa que consiga inspirar-me.
Rendo-me às minhas intenções.
Estou fracassando.
Não consigo ser como antes.
Poderei escrever coisas sem sentido
Não pretende expor-me
Que editora  publicará   meu trabalho?
Além do que ninguém quer saber mais de ler.
Eu então chamo a atenção do poeta para uma bela mulher
Ele, porém, não vislumbra sequer.
Atrativos na mulher.
Coitado.
Já foi famoso antes.
Hoje pena frustrado.
Na  viela  dos sonhos perdidos.
Nos caminhos escuros.
Da inspiração frustrada.





domingo, 1 de maio de 2016

FRUSTRAÇÃO 01 05 2016

       
No teatro da ilusão

Entre discursos divergentes

Desfilam um por um

Perguntantes insistentes

Embates agressivos

Mesclados com elogios

Enquanto rola a lama

Entre as vielas da fama

Sente-se o cheiro ardente

Fétido da trama

Sentada à beira do abismo

Assiste a plateia estática

Um desfile de palavras

Num discurso cansativo

Que tenta enganar

A todos os assistentes

Confundir a plateia

Um enredo decadente

Tendo por desiderato

O poder a tudo custo

Cães famintos se alimentam

De sobras de carnes fétidas

Que restaram, agora, da mortalha

Além do horizonte, enfim

Não há mais nada a dizer

Fecha a cortina, afinal

Após um triste espetáculo 

O  público insatisfeito

Ataca a bilheteria

Pedindo a devolução

Do preço de alto custo

Vítimas desalentadas

Foram-se as ilusões

Entre mentiras e mitos

Sombras densas permanecem

E os autores enriquecem

Devolução da entrada?

Nem pensar .

Assaltaram a bilheteria

Enquanto se dava a tragédia

Em mil atos de ira.  











sexta-feira, 29 de abril de 2016

CIDADE DECAIDA 29 04 2016



Decaída cidade.
Esvai-se exangue.
Pela enxurrada, uma tempestade. 
Já  conhecida, chamada  idade...

Ahhh,  a poesia...
Julgava que não me trairias.
Enganei-me.
Estou no abismo inexorável do tempo.


domingo, 10 de abril de 2016

MADAME KARINA 17 02 2016

                             
Toda a semana madame Karina recebe a visita de sua pedagoga.
É a Mary, que pinta e borda as unhas de seus pés.
Durante a tarefa elas conversam sobre as novelas que assistiram no
dia anterior e travam ilações sobre o que acontecerá nos novos
capítulos, assunto, como se vê, altamente instrutivo.
As novelas que assistem são as de uma emissora de TV de grande
porte e que leva a cabo a já diminuta mentalidade do povo de um lugar
chamado Tupiniquim.
Elas estão, portanto, altamente GLOBALIZADAS.
Zulu, a nova empregada doméstica de madame Karina é   formada em
Ciências Naturais e tem doutorado em Botânica mas como não
encontrou emprego em nenhuma Universidade de seu Pais aceitou   trabalho não condizente com sua cultura pela segurança:
“Carteira assinada, direitos trabalhistas etc.”
Zulu, anda intrigada com a conversa entre a patroa e sua demagoga.
De quando em vez, passa por elas com a boca meio entreaberta.
Tenta decifrar que bicho anda mordendo essas duas criaturas.
Que falta de assunto!!!!!!
Contudo, o que se há de fazer, pensa ela.
As Faculdades no País inteiro  estão  fechadas por falta de verba e a  
mentalidade  dos políticos  embotadas por falta de verbo.
Só resta cumprir sua tarefa e deixar de bisbilhotar conversas
entre a patroa e sua pedóloga.
Afinal, o que se pode esperar do País das contradições.

“extraído da vida real com algumas interferências extemporâneas”





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DIÁLOGOS 04 2016

                      
A chipanzé amamenta suas crias  mais dois filhotes de uma leoa.

Pergunta ao homem:


Porque estas olhando com essa cara de espanto?

Nunca viu um aleitamento materno ou estas estranhando que eu

alimente dois filhotes de leõezinhos que não são da mesma

espécie  que a minha?

Não vês que a mãe deles está aqui a meu lado e morreu ao pari-los?

Isso se chama solidariedade.

Não sabes o que é isso no teu mundo?

Faça-me o favor....

Inventas palavras e nem sabem o verdadeiro sentido delas?

A onça pintada, que está por perto, percebe que o homem  começa  a admira-la  e 
pergunta:

estás admirado com essas minhas pintas perfeitamente

distribuídas?.

Eu nasci assim, não usei nenhum pincel ou bisnaga de tinta para isso.

Sinto-me bela e seduzo e conquisto  meus parceiros  com essas  pintas.

Acho, pelo jeito, que também  não sabes o que é  um pavão.

Tu ai cheio de tatuagens de cores berrantes, artificialmente pintadas em teu corpo

Porque usas essas drogas?

Já  sei :

Usas essas alegorias estranhas, naturalmente, para seduzir tuas  parceiras.

Mulheres que fazem parte desse teu mundinho que, te  julgam atraente

por  usares essas baboseiras.

Certamente,não devem ser grande coisa também.

Um mosquito da dengue que está por perto sorri e fala para a bactéria a seu lado:

Este homem não sabe nada dessa vida mesmo.

É inseguro, fica preocupado o tempo todo com medo de assaltos

e de que um seu  semelhante  o atropele e mate, sem saber que o perigo está em 

locais onde o horizonte dele não enxerga.

Se quisesse, agora, daria uma picada nele e causaria enormes transtornos  `a  sua 

saúde e ele nem perceberia.

Ficaria doente sem saber  porque.

A bactéria, então, diz para o mosquito.

Imaginei eu, que sou invisível.
                                                                                                                          Posso atacá-lo a qualquer momento sem ele se dê conta, entrar em seu organismo 

pegar desprevenidos todo aquele exército que os homens chamam de anticorpos, 

destrui-los  todos, tomando conta do seu corpo,  podendo  até mata- lo.

O homem já está longe dali a caminho de casa e mesmo antes de dez passos da 

porta já ouve seu cão latir.

Abre a porta e Bob lambe a suas mãos, corre de um lado para outro , pula 

em cima dele e o homem diz:

Sai fora seu interesseiro.

Já sei que fazes isso porque toda vez que chego em casa trago um biscoito pra 

você. Hoje não trouxe nada e fim de papo.

Senta-se em sua poltrona, em frente à TV, já de controle remoto na mão, que 

aciona freneticamente, procurando um canal de TV que lhe agrade.

Como não encontra nada que preste adormece ali mesmo, exausto  e cheio de 

minhoquinhas, no bom sentido,  na cabeça.

Bob senta-se em frente a ele, de orelhas caídas e pensa:   

”Esse meu dono anda estranho ultimamente.

Acho que está precisando de ajuda.”








A SÚPLICA 11 02 2016

               
Você me perdoa?
Sei que fui rude.
Por um breve momento contrariei você.
Um momento impensado.
De desvairada loucura.
Sem má intenção.
Me perdoa?
Não foi meu propósito.
Nem de propósito.
Estamos há muito tempo   juntos.
Dividindo nossas vidas.
Momentos de alegrias e tristezas   tivemos.
Com os quais sempre soubemos lidar.
Mas não posso viver sem você.
Peço perdão.
Precisamos um do outro.
Nós nos completamos.
Nós nos amamos.
Nós sabemos lidar com nossas amarguras.
Se em algum momento errei.
Posso ser perdoado.
Você me perdoa?

DIA APÓS DIA 12 02 2016


Hoje está um dia muito triste.
Qual é?
Um calor intenso lá fora.
Todo o mundo na praia desfrutando sol   escaldante e eu aqui, em frente
Ao meu PC com os dedos gelados procurando   palavras, advérbios,
substantivos, verbos e toda a sorte de letras misturadas na inexorável
intenção de colocar pra fora meus sentimentos.
Uma droga.
Meus fantasmas saem dos túmulos de meu intrincado sistema cerebral;
desfraldando  bandeiras pintadas de vermelho; as gavetinhas se abrem
uma a uma e não sai  nada.
Meu  vizinho   parece cozinhar um suculento pernil.
Acho que é suculento porque cheira muito alto.
Desisto.
Fritarei om ovo, farei um sanduiche com um pãozinho qualquer e
degustarei    a iguaria acompanhado de uma Coca na falta de uma  ideia
melhor.
Amanhã volto a sentar nesta mesma mesa em frente ao meu PC.
E a vida segue....
Aqui, dentro de casa continua frio.
Lá fora sol intenso.


 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

APOCALIPSE 8 02 2016

      
Enquanto nós, considerados a turba ignara, a patuleia.
Se diverte ao rufar dos tambores.
Entregando-se   aos prazeres de Pompeia.
E ao ópio dos sonhos.
Da alegria do Carnaval.   
O rei do mundo planeja às escondidas.
O derradeiro golpe e com sua espada afiada.
Derrubará por inteira enorme Catedral.
Que ruirá por terra em extenso lamaçal.
Trazendo de roldão toda a poeirada.
Do   grande desastre ambiental.
O pavilhão nacional ruirá por fim.
Tinto de cor vermelha.
De vergonha e sangue.
E essa cor será.
A nova cor da Bandeira Nacional.
O rei do mundo decretará sozinho.
A varrida   de toda a poeira para baixo do tapete do perdão.
Que ele criou em sua ilusão.
Do poder e da ambição.
O dono do mundo realizara enfim.
O seu desiderato.
Livre do que lhe incomodava.
Desfeito do que lhe causava insatisfação.
Reinará assim, por toda a eternidade.
Com toda a fortuna acumulada.
Nos porões do Palácio da injustiça.
 Mas ficará solitário e triste.
 E sucumbirá pela solidão.
E assim será seu fim.
Imerso no profundo caos da desconstrução.



sábado, 30 de janeiro de 2016

PERDÃO 30 01 2016

               
 Agora ela me culpa.
Persegue-me de dia.
Á noite perturba meu sono.
Diz que meus erros vieram de longe e é por isso que me  encontro neste estado.
Desconcentrado.
Inconformado.
Incomodado.
Destruído por dentro.
Agoniado.
Diz que fui negligente.
Incompetente...
Que não soube escolher as pessoas que iriam interferir em meu destino.
Ela não compreende que agi de boa-fé.
Confiei.
Desprendi-me.
Entendi e supus que o mal não avançaria tanto.
Não chegasse a esse ponto.
De me sentir profundamente desapontado.
Agora ela me culpa.
No fundo acho que ela tem razão.
Preciso voltar ao normal
Senão sucumbirei.
Preciso viver.
Para ver.
Até onde irei.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O HIPOCONDRIACO 26 01 2016

                
Tunico foi ao médico como o faz.

Desde tempos atrás.

Para se consultar e fazer exames.

Ele já é idoso mas aqui pra nós sofre de hipocondria.

O médico disse que ele tem uma saúde de ferro para a idade.

Enfatizando:

Você   é muito comedido.

Comedido nas bebidas.

Comedidos nas comidas.

Comedido nos prazeres sexuais.

Comedido    ...comedido.

Comedido em tudo.

Se soubesse como anda meu fígado   nem viria aqui.

Para sua idade você está muito bem.

Tunico cumprimentou o médico e saiu do consultório.

Desceu o elevador e quando já estava na calçada parou...

Estremeceu na base e falou para seus botões:

“To ferrado"

O médico disse que tenho saúde de ferro.

O ferro, através dos tempos enferruja.

O que será que ele quis, verdadeiramente, dizer????


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PESADELOS 17 01 2016

               
 Perder o emprego?
Ser vítima de uma bala perdida?
O Brasil foi à   bancarrota?
Um motorista bêbado atropela-me na próxima   esquina?
Sonhos inquietantes.
Contudo meu maior   pesadelo seria perder minha namorada.

Ela é linda de morrer.
Por isso não tenho pesadelos.
E se os tenho, não me lembro.
Só sonho com    ela.
Vivo   o sonho   de uma vida plena e duradoura.
Sempre a seu lado.
Beijos, abraços e carinhos...
Amanhã, sábado, iremos nos encontrar.
As águas irão rolar.
No motel 5 estrelas da Barra da Tijuca.
Onde as paredes do quarto tremem   logo após trancamos a porta.
E rolamos no leito redondo do centro da Terra.
Que gira, gira, gira, sem parar...


O AMOR DE MINHA VIDA 20 01 2016

                  
Tu   és.
A mais pura e límpida água que vem da montanha.
Clara e  fresca.
A mais pura imagem que vem do Céu.
A mais bela mulher de grande   nobreza.
És tu mulher.
Que me ampara e anima.
És tu mulher.
Nenhuma outra é igual a ti.

MEDOS 20 01 2016

Perguntas se tenho medo?

Tenho sim mas meus medos são só meus.

Não revelarei meus medos   a ninguém.

São de  propriedade   privada (no bom sentido).

Registrei   direitos autorais   sobre meus medos.

Ninguém pode tocar em meus medos nem saber quais são.

São intocáveis.

Todas  as  pessoa tem medos.

Tem medo até de morrer.

Vejam só......

O que é mais certo nesta vida é a morte.

Ninguém escapa.

Transitamos, apenas, pela vida.


E olhe lá.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O SALVAMENTO DA MINHOCA 16 01 2016

                  

E cá estou, de novo, à beira do rio tentando pescar.

Seguro de mim, na vã esperança de fisgar   um peixe, mesmo 

pequeno, no rio da esperança.

Minha minhoca chora ,  soluça e  pede perdão.

Diz-me que não fez nada para acabar daquele jeito.

Mas não há outra solução.

Sentado à beira do rio.

Rio da ilusão.

Entretanto, agora rio de mim mesmo.

Percebo que ele  está  poluído e  sem vida.

Envergonhado por ter nascido sadio e  triste e sem saber  porque 

os homens fizeram dele  sua latrina,   onde     depositam  seus   

dejetos,  decepções     e lamúrias.

Rio vermelho...vermelho de sangue e envergonhado.

Rio que morre enquanto   seu dono enriquece.

Eu, entretanto, continuo pobre e sem alimento pra minha alma 

sem incentivo para continuar vivendo.

Entregue às   minhas decepções e lamentos.

Resolvo desistir, então.

Digo pra minha minhoca:

Vamos pra casa.

Você está salva.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ESCRITOR FRUSTRADO 15 01 2015

Hoje está um dia muito triste.
Qual é?
Um calor intenso lá fora.
Todo o mundo na praia desfrutando sol   escaldante e eu aqui, em frente
ao  meu PC com os  dedos gelados procurando   palavras, advérbios,
substantivos,    verbos e toda a sorte de letras misturadas na inexorável
intenção  de colocar pra fora meus sentimentos.
Uma merda.
Meus fantasmas saem dos túmulos de meu intrincado sistema cerebral
desfraldando bandeiras pintadas de vermelho, as  gavetinhas se abrem
uma a uma e não sai  nada a não ser um cheiro esquisito que vem  do
vizinho que  parece cozinhar um suculento pernil.
Acho que é suculento porque cheira muito alto.
Vou desistir.
Fritarei  um ovo ,  farei um sanduiche com um pãozinho qualquer  e
degustarei   a iguaria acompanhado de uma Coca na falta de uma  ideia
melhor.
Amanhã volto a sentar nesta mesma mesa em frente ao meu PC.
E a vida segue....
Aqui, dentro de casa  continua  frio.
Lá fora sol intenso.